A comunidade da Serra do Apon está localizada a 55 quilômetros do município de Castro e foi formada por escravizados que fugiram da fazenda Capão Alto, no mesmo município. A fazenda, que pertenceu aos padres Carmelitas desde 1730, foi deixada por cerca de um século sob administração dos escravizados quando os religiosos retornaram para São Paulo, funcionando como uma comunidade agrícola auto-organizada. Em 1860, a fazenda foi vendida e os cerca de trezentos escravizados foram comercializados pelos carmelitas com Bernardo Gavião. Os negros da fazenda de Campão Alto resistiram a escravização e organizaram uma revolta ancorados na fé que tinham em Nossa Senhora do Carmo, a “Sinhara”. Reprimidos por forças policiais, foram levados por Gavião para Campinas. Com a revolta sufocada, os que puderam fugiram para o Socavão, divididos estrategicamente em dois grupos: os Acróbios foram para a Serra do Apon, em Faxinal de São João e na Porteira, e os Mamãs foram para a região que hoje tem este nome, no Ribeirão e no Imbuial. As comunidades mantém contato e relações de parentesco entre si.
A TV Paraná Educativa produziu uma reportagem sobre os quilombolas do Município de Castro que pode ser acessada aqui:
- Quilombolas em Castro – PR 1/2 <https://www.youtube.com/watch?v=QOUIZd1hkFA>
- Quilombolas em Castro – PR 2/2 <https://www.youtube.com/watch?v=_cuXmwvb2gg>
Referências:
Instituto de Terras, Cartografia e Geociências. Terra e cidadania. Curitiba, PR: ITCG, 2008, p. 83.