Comunidade Quilombola Mamãs

A comunidade Mamãs está localizada a 60 quilômetros do município de Castro e foi formada por escravizados que fugiram da fazenda Capão Alto, no mesmo município. A fazenda, que pertenceu aos padres Carmelitas desde 1730, foi deixada por cerca de um século sob administração dos escravizados quando os religiosos retornaram para São Paulo, funcionando como uma comunidade agrícola auto-organizada. Em 1860, a fazenda foi vendida e os cerca de trezentos escravizados foram comercializados pelos carmelitas com Bernardo Gavião. Os negros da fazenda de Campão Alto resistiram a escravização e organizaram uma revolta ancorados na fé que tinham em Nossa Senhora do Carmo, a “Sinhara”. Reprimidos por forças policiais, foram levados por Gavião para Campinas. Com a revolta sufocada, os que puderam fugiram para o Socavão, divididos estrategicamente em dois grupos: os Acróbios foram para a Serra do Apon, em Faxinal de São João e na Porteira, e os Mamãs foram para a região que hoje tem este nome, no Ribeirão e no Imbuial. As comunidades mantêm contato e relações de parentesco entre si. Mamãs está dividida em vários núcleos, com distância entre eles de até cerca de 70 quilômetros, sendo que parte deles está localizada no município de Cerro Azul/PR.

A TV Paraná Educativa produziu uma reportagem sobre os quilombolas do Município de Castro que pode ser acessada aqui:

Referências:

Instituto de Terras, Cartografia e Geociências. Terra e cidadania. Curitiba, PR: ITCG, 2008, p. 84